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BIODIVERSIDADE

Em 2008, um grande acontecimento teve destaque no âmbito ambiental. Os 615,5 hectares de mata nativa da Reserva Natural Olavo Edydio Setúbal ganharam status oficial de Reserva Particular do Patrimônio Natural Estadual (RPPN). Com isso, a Duratex formalizou com o governo do Estado de São Paulo o seu compromisso de conservar essa área em caráter perpétuo. A cerimônia de homologação, em abril, contou com a presença do governador José Serra e do presidente da Companhia, Paulo Setúbal.

Situada em Lençóis Paulista, no interior do Estado, a propriedade foi comprada pela Duratex em 1970, mas, a pedido de Olavo Setúbal, a floresta permaneceu conservada, não sendo explorada comercialmente. A Reserva possui trechos de Mata Atlântica e abriga uma rica fauna, formada por mico-leão preto, urubu-rei, tangará, bugio, onça parda, jaguatirica, lobo guará, dentre outras espécies. Estudos de fauna e flora, em parceria com pesquisadores e universidades, registraram, até o encerramento do ano, 346 espécies de aves, 59 mamíferos, 12 répteis, 43 anfíbios e 150 espécies de árvores.

Com a compra de terras anteriormente dedicadas a pastagens e sua destinação para áreas de conservação, a Empresa contribui para melhorar o sistema de áreas protegidas nas regiões onde está inserida. A Duratex não pratica o desmatamento para as suas plantações florestais, que são realizadas apenas em áreas já antropizadas por atividades anteriores de agricultura ou pecuária.

Ao final do ano, a Duratex contava com 105,7 mil hectares de terras próprias e 16,8 mil hectares arrendados, sendo 26,6 mil hectares correspondentes a áreas protegidas com alta biodiversidade. (GRI EN11 , EN13)

Em 2007 foram adquiridas novas fazendas, num total de 10.068 hectares. Em grande parte, nessas fazendas predominam pastagens e cultivos de baixa produtividade, com muitos pontos degradados pela erosão e uso intensivo de áreas que deveriam ser destinadas à proteção de nascentes e cursos d`água. Os plantios de eucalipto nessas fazendas são feitos de modo a proteger todas as áreas de vegetação nativa existentes e as áreas de preservação permanente para proteção dos corpos de água, aumentando assim as áreas destinadas à conservação, medidas que favorecem a biodiversidade. (GRI EN11 , EN13)

A atuação da Companhia contribui positivamente para a diversidade de fauna e flora, em decorrência da conservação da vegetação nativa, proteção contra a caça clandestina e prevenção e combate aos incêndios florestais, cujas medidas incluem sistema de vigilância permanente e brigadas de incêndio próprias, conforme plano de manejo florestal. (GRI EN12)

As fazendas da Duratex mantêm significativos trechos conservados de Cerrado e Mata Atlântica intercalados a plantações de eucalipto e pinus, abrigando animais pertencentes às listas nacional e estadual de espécies ameaçadas de extinção, tais como a suçuarana (ou onça-parda), o urubu-rei, o jacaré-de-papo amarelo e o tamanduá-bandeira. Nas reservas da Empresa, são encontradas 61 espécies da fauna e 14 da flora ameaçadas, distribuídas conforme tabela a seguir, segundo referência do levantamento do The World Conservation Union (IUCN). (GRI EN15)


Fauna
Categoria IUCN Nacional Estadual
Criticamente ameaçada (CR) 0 2
Ameaçada (EN) 0 9
Vulnerável (VU) 9 11
Quase ameaçada (NT) 0 8
Mínima preocupação (LC) 1 21
Total 10 51
Total 61


Flora
Categoria IUCN Nacional
Criticamente ameaçada (CR) 0
Ameaçada (EN) 1
Quase ameaçada (NT) 13
Mínima preocupação (LC) 0
Total 0
Total 14

As atividades oriundas da fabricação de metais e louças sanitárias e produtos de madeira não causam impactos negativos significativos na biodiversidade. (GRI EN12)

Investimento Ambiental


Sustentabilidade na produção da madeira

A Duratex apóia seis diferentes estudos científicos relativos à biodiversidade realizados em parceria com universidades e instituições de pesquisa. Os projetos estudam e monitoram a vida silvestre nas áreas florestais da Empresa, com o objetivo de aprimorar a gestão ambiental, a fim de que a produção de madeira ocorra de forma cada vez mais sustentável.

Os projetos de pesquisa são:

  • Reflorestamentos podem ajudar na sobrevivência da onça parda em ambientes fragmentados?, desenvolvido em parceria com a Universidade de Campinas (Unicamp).
  • Dinâmica da comunidade de morcegos em áreas de reflorestamento e em remanescente de vegetação natural da fazenda Rio Claro, em Lençóis Paulista, com a Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Botucatu. Por possuírem grande diversidade de hábitos alimentares e uso de abrigos, os morcegos vêm sendo estudados como indicadores ambientais para os monitoramentos de fauna.
  • O mosaico florestal e a influência das clareiras no processo de regeneração natural em fragmento de Florestal Estacional Semidecidual, também com a Unesp Botucatu.
  • Diversidade e uso de habitat de comunidades de anfíbios anuros em Lençóis Paulista, em parceria com Unesp. Os anfíbios são considerados ótimos bioindicadores, por serem extremamente sensíveis a alterações no meio em que vivem.
  • Dinâmica da Avifauna (aves) na Reserva Natural Olavo Egydio Setúbal, com a Unesp.
  • Monitoramento operacional da fauna silvestre nas unidades de manejo da Duratex, com a Unesp.

Esses estudos em biodiversidade já registraram cerca de 346 espécies de aves, 59 mamíferos, 12 répteis, 43 anfíbios e 150 de árvores nas propriedades da Duratex.